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6月15日 CrônicaApaixonados
No filme Crimes e Pecados, de Woody Allen, um certo professor Levy, personagem da história, diz que nos apaixonamos para corrigir o nosso passado. Frase rápida, aparentemente simples, e no entanto com um significado tão perturbador. Na questão não é por que nos apaixonamos por Roberto e não por Vítor, ou por que nos apaixonamos por Elvira e não por Débora. A questão é: por que nos apaixonamos? Estamos sempre tentando justificar a escolha de um parceiro em detrimento de outro, e não raro dizemos: “Não entendo como fui me apaixonar logo por ele”. Mas não é isso que importa. Poderia ser qualquer um. A verdade é que a gente decide se apaixonar. Está predisposto a envolver-se – o candidato a esse amor tem que cumprir certos requisitos, lógico, mas ele não é a razão primeira de termos sucumbido. A razão primeira sonos nós mesmos. Cada vez que nos apaixonamos, estamos tendo uma nova chance de acertar. Estamos tendo a oportunidade de zerar nosso hodômetro. De sermos estreantes. Uma pessoa acaba de entrar na sua vida, você é 0Km para ela. Tanto as informações que você passar quanto as atitudes que tomar serão novidade suprema – é a chance de você ser quem não conseguiu ser até agora. Um novo amor é a platéia para nos reafirmarmos. Nada será cobrado nos primeiros momentos, você larga com vantagem, há expectativa em relação a suas idéias e emoções e boa vontade para aplaudi-las. Você é dono do roteiro, você conduz a trama, apresenta seu personagem. Estar apaixonado por outro é, basicamente,e star apaixonado por si mesmo, em novíssima versão. É arriscado escrever sobre um tema que é constantemente debatido por profissionais credenciados para tal, mas não consigo evitá-lo. Mesmo amadora, sempre fui fascinada pelas sutilezas das relações amorosas. Cada vez que alguém diz que está precisando se apaixonar, está é precisando corrigir o passado, como diz o personagem do filme. Quantas mulheres e homens manifestam, entre suspiros, esse desejo, mesmo estando casados? Um sem-número deles, quase todos nós, atordoados com a própria inquietude. E no entanto é simples de entender. Mesmo as pessoas felizes precisam reavaliar escolhas, confirmar sentimentos, renovar os votos. Apaixonar-se de novo pelo mesmo marido ou pela mesma mulher nem sempre dá conta disso. Eles já conhecem todos os nossos truques, sabem contra o que a gente briga, e no momento que precisamos é de alguém virgem de nós, que permita a recriação de nós mesmo. Precisamos nos apaixonar para justamente corrigir o que fizemos de errado enquanto compartilhávamos a vida com nossos parceiros. Sem que isso signifique abrir mão deles. Isso explica o fato de as pessoas sentirem necessidade de relações paralelas mesmo estando felizes com a oficial. Explica, mas não alivia. Como é complicado viver.
Martha Medeiros – Coisas da Vida 2005. 6月14日 Aflitos é Aqui!! Por David CoimbraPor uma dessas ironias peculiares do futebol, o Grêmio perdeu por 3 a 0 para o Boca Juniors, ontem, no Estádio da Bombonera, justamente na noite em que fez sua melhor partida fora de casa, nessa Copa Libertadores da América. O Grêmio não se intimidou com o urro do mítico estádio do Boca, não se submeteu à pressão do seu poderoso adversário e não recuou, como em outras oportunidades. Perdeu por algumas dessas contingências que podem acontecer numa final de campeonato - as de ontem foram duas faltas na entrada da área bem aproveitadas pelo Boca e um gol contra de Patrício. A prova da boa atuação do Grêmio foi o comportamento da torcida.
Antes de o jogo começar, a Bombonera tremia. Quando o Boca entrou em campo, foi saudado não com uma chuva, mas uma tempestade de papel picado. Morteiros estouravam no fundo do campo, fumaça azul e amarela evolava-se no ar frio de Buenos Aires, a maioria dos torcedores batia balões cilíndricos uns contra os outros, fazendo grande barulho, enquanto alguns se dependuraram nos alambrados, sacudiam-se e urravam, ameaçadores, e todos, todos gritavam. A promessa de que a hinchada transformaria a Bombonera em inferno parecia se cumprir. Parecia. Assim que a bola rolou, não foi o que se viu. Os jogadores mais experientes do Grêmio estavam calmos e concentrados. Haviam entrado em campo cinco minutos antes do Boca, davam a impressão de já estar acostumados ao ambiente hostil. Os volantes Sandro Goiano e Gavilán, esses sobretudo, mais o centroavante Tuta e o zagueiro William tomavam conta da partida, ganhavam todos os lances, serenavam os mais jovens, como Carlos Eduardo e Diego Souza. Aos poucos, esses dois foram entrando no jogo. Carlos Eduardo ainda demonstrou certo nervosismo aos sete minutos, ao chutar de perna direita, torto, para fora, uma bola que poderia ter dominado e, talvez, seguido com ela na direção do gol. Depois desse lance, Carlos Eduardo passou a jogar melhor, a tentar o drible e a penetração em velocidade, suas melhores características. A essa altura, a Bombonera não tremia nem rugia; ronronava. Aos 11 minutos, Tcheco foi cobrar escanteio no lado direito do campo. Recuou até o alambrado, protegido pelo escudo de acrílico de um policial, pisando num tapete de papel higiênico, e levantou a bola na área. Tuta perdeu o gol e, aí sim, a Bombonera silenciou. Lá atrás do gol de Saja, os barra bravas batiam um tambor, na arquibancada um e outro torcedor gritava, e só. O Grêmio jogava bem. Pena que o capitão gremista, Tcheco, não estava no nível dos demais. Perdeu um gol aos 13, chutando por cima do travessão, e perdia a bola constantemente. A torcida do Boca só foi se manifestar com o entusiasmo de antes da partida aos 18 minutos, quando o árbitro apitou uma falta contra o Grêmio no lado esquerdo da intermediária. Era como se os torcedores estivessem pressentindo o que ocorreria: Riquelme cobrou e Palacio fez 1 a 0. Mesmo assim, o Grêmio não se abateu. Prosseguiu no ritmo inicial, marcando adiantado, agredindo o Boca, amansando a Bombonera. O Grêmio manteve a marcação adiantada no segundo tempo, mas quem mudou de postura foi o Boca. Passou a atacar mais, com mais força, investindo principalmente pelo lado direito da defesa gremista. Perdeu um gol aos seis minutos, outro aos sete e mais um aos nove. E aí pôde-se ver como as coisas funcionam na Bombonera: a torcida passou a gritar a pular e a fazer o estádio tremer. Quer dizer: é o Boca que empurra a sua torcida. Aos oito minutos, aí, sim, a torcida do Boca foi à loucura: Sandro Goiano fez falta em Riquelme e, como já tinha cartão amarelo, o rigoroso árbitro uruguaio o expulsou Ainda assim, o Grêmio não se perturbou. Com um jogador a menos, seguiu atuando com personalidade, valentemente, sem renunciar ao ataque. Aos 28 minutos, porém, aconteceu o que não poderia acontecer: falta na entrada da área, a especialidade de Riquelme. E ele bateu. E fez. Dois a zero. A Bombonera não parou mais de tremer. Até que Patrício fez gol contra aos 43, 3 a 0, placar que parece inviável de ser revertido, semana que vem, no Olímpico. Mas, para quem já fez a façanha dos Aflitos, o que é inviável nem sempre é impossível. 4月9日 Acordei!!!09.04.2007
Feliz 2007!!!
AMO MUITO TUDO ISSO!!
Amo quando alguém pede alguma coisa que é minha de fato e de direito. Eu digo "Não, não é".
A pessoa me toma o objeto pra verificar se é mesmo ou não.
AMO MUITO TUDO ISSO. 9月1日 Sementinha vem surgindo....Tá mais pra Fotolog....
Até teria bastante contexto pra escrever....
Mas não sei por onde começar |
Agradeço a sua visita!
Antunes Cristianeさんの投稿:
12 月 20 日
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